Oncologia

LINFONODO SENTINELA
QUAL A CORRETA AVALIAÇÃO NA CONDUTA CLÍNICA E CIRÚRGICA

Muito se têm  falado da avaliação linfática quando o assunto é a cirurgia oncológica. Mas qual a verdadeira importância na avaliação do linfonodo sentinela.

Withrow (2007) reporta que o papel dos linfonodos na biologia tumoral e a sua remoção cirúrgica é um assunto controverso.

Há duas correntes bastante distintas:

  • *    As que defendem que os linfonodos reativos podem funcionar como uma barreira à disseminação das células neoplásicas, atrasando a metastização nos estágios iniciais da doença (Blackwood, 2008);
  • *    E a dos que acham que os linfonodos não possuem capacidade de resposta imunológica contra as células neoplásicas, já que estas não são suficientemente estranhas ao organismo (com algumas exceções, como os melanomas) (Cady, 2007).

Estudos em Medicina Humana demonstraram que a presença de células metastáticas ao nível dos linfonodos regionais é comum, mas isso não influencia a sobrevivência do doente.

Essa colocação é comprovada em nossa rotina oncológica clínica, após os procedimentos cirúrgicos.

Por esses motivos, a remoção total da cadeia linfática encontra-se desaconselhada em linfonodos sem alterações morfológicas ou cuja citologia foi negativa, já que parecem ser importantes para a resposta imunitária local e sistêmica, nomeadamente no período pós-operatório (Farese, 2008; Withrow, 2007; White, 1991).

A importância na avalição desses linfonodos sentinelas é exclusivamente para que se promova um correto estadiamento do paciente no momento cirúrgico. Assim a punção e ou a remoção do mesmo só se justifica por isso.

Saber abordar e promover uma correta cirurgia oncológica é determinante para muitas vezes, maior sobrevida aos nossos pacientes.

 

     LINFONODO RETROFARÍNGEO


Prof. Carlos Eduardo Rocha

Patrono da Oncologia