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Inspeção de POA: mudança ocorre até o fim do ano
Segundo secretário de defesa agropecuária, desde março, 600 plantas passaram por rigorosa fiscalização

Segundo secretário de defesa agropecuária, desde março, 600 plantas passaram por rigorosa fiscalização

Em entrevista a jornalistas estrangeiros, nesta segunda-feira, 28, em São Paulo, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, adiantou inovações que estão sendo implantadas no sistema de inspeção veterinária do país. Disse que o episódio da Operação CarneFraca, investigação realizada pela Polícia Federal, desencadeou um processo de auditoria estendido a todas as plantas de abate e motivou mudanças que estão em curso.

De acordo com o secretário de defesa agropecuária do ministério, Luis Rangel, de março para cá, cerca de 600 plantas, de 5 mil autorizadas pelo governo federal, e que são as que realizam abates, passaram por processo rigoroso de fiscalização. Desde então, houve trocas de comando e inspeção mais ampla em todas as áreas de produção “para checar o funcionamento”. Além disso, o Mapa está ampliando seu quadro de profissionais da área com novas contratações.

Luis Rangel disse que o governo está incorporando práticas de controle já testadas nos Estados Unidos e na União Europeia para aumentar a segurança e a confiança nos produtos brasileiros. Nos Estados Unidos, o modelo é o de análise de riscos. Nesse caso, trata-se de avaliações à exposição a agentes patogênicos, adoção de medidas de manejo e comunicação permanente entre todos envolvidos no processo de produção. E o modelo europeu prevê reposicionamento do quadro que trata de inspeção e a inclusão de figuras complementares, como agentes oficiais.

O secretário destacou tratar-se de procedimentos híbridos e mais sofisticados, que estarão vigorando até o fim do ano, possibilitando o seu conhecimento a novas missões estrangeiras que venham ao país e também para apresentação ao mundo por meio de roadshow.

Fonte: Mapa

Francis Flosi

Presidente ABVET