Presidente

Novo modelo de inspeção veterinária incorpora práticas dos EUA e Europa
A Operação Carne Fraca desencadeou processo de auditoria e motivou mudanças em curso

Após a Polícia Federal ter deflagrado a Operação Carne Fraca em março deste ano, um processo de auditoria foi desencadeado em todas as plantas de abate do Brasil, motivando mudanças em curso.

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA, Brasília/DF), Blairo Maggi, anuncia que o sistema de inspeção veterinária do País também passará por alterações.

 

Modernização deve entrar em vigor até o final do ano (Foto: reprodução)

O secretário de Defesa Agropecuária do ministério, Luis Rangel, aponta que o governo está incorporando práticas de controle já testadas nos Estados Unidos e na União Europeia para aumentar a segurança e a confiança nos produtos brasileiros.

Nos Estados Unidos, o modelo é o de análise de riscos. Nesse caso, trata-se de avaliações à exposição a agentes patogênicos, adoção de medidas de manejo e comunicação permanente entre todos envolvidos no processo de produção. Já o modelo europeu prevê reposicionamento do quadro que trata de inspeção e a inclusão de figuras complementares, como agentes oficiais.

Rangel explica que, de março para cá, cerca de 600 plantas, de 5 mil autorizadas pelo governo federal a realizar abates, passaram por processo rigoroso de fiscalização. Desde então, houve trocas de comando e inspeção mais ampla em todas as áreas de produção, para checar o funcionamento. Além disso, o MAPA está ampliando seu quadro de profissionais da área com novas contratações.

Os procedimentos, de acordo com o MAPA, são híbridos e mais sofisticados, entrando em vigor até o fim do ano, possibilitando o seu conhecimento a novas missões estrangeiras que venham ao Brasil e também para apresentação ao mundo.

Fonte: MAPA